9.22.2006
9.15.2006
Das nêsperas do Manca-Mulas
“Loas a quem me disser o nome dos desgraçados”, gritava junto às nespereiras devassadas o Manca-Mulas, desejando em surdina que o Diabo levasse para o inferno a canalha dos prevaricadores.
Naquela semana por três vezes os tunantes se tinham empanzinado de nêsperas luzidias e doces, à custa dele, desprezível rendeiro de uma leira de meia aguilhada. Por boca travessa soube que um dos meliantes era o Fernando. Este, reles de figura, sempre descalço e com o monco de ranho a pender pela narina, andava sempre incluso em más andanças, muito por culpa do confrade inseparável, o Faustino. O Fernando vivia num casinhoto junto ao Palácio, dois quartos, uma salita sempre cheia de fumo com o lume a um canto, casa de banho no quintal e um portão de madeira alto a separar o privado do lar da estrada macadamizada.
Naquele dia à tarde, depois de andar todo o dia a armar costelos na Maracha, o Fernando voltava a casa estoirado, o Kentucky fanado na loja do ti João Mata a pender na queixola. Dissimulado atrás do portão, o Manca-Mulas, segurando um fogueiro nodoso entre as mãos de bruto. Anos mais tarde o Fernando recordava:“Quando passei o portão o velho deu-me uma paulada nas costas que eu até dei três passos para trás”. [Daedalus]
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9.08.2006
Confraria do Santissimo Sacramento

Compromisso da Confraria do Santissimo Sacramento da Igreja e Freguesia do Ameal
Ameal, 8 de Setembro de 1873
Signatários:
António da Costa Contente
Emílio Marques
Rev.º Pároco José Marques
João Correia Vallerio
João Lopes Serodio
João Diniz Pedreiro
António Pancas
José Correia Vallerio
Manoel Lopes Pires
Manoel Gamboa
Manoel Rodrigues Carramanho
Manoel Alves Agante
Manoel José Curate
Francisco Lopes
Etiquetas: História do Ameal